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Conteúdo para empresas

Como o ESG gera impacto no retorno financeiro da empresa

É possível avaliar o impacto da adesão aos critérios ESG no retorno financeiro das empresas? Se olharmos para publicações jornalísticas recentes, percebemos que esta relação está mais clara do que se possa imaginar. 

Prova disso é o recente estudo “ESG vs Financial Performance of Large Cap Firms”, publicado pela Refinitiv. A pesquisa recolhe e analisa dados de empresas de 4 grandes mercados (União Europeia, Estados Unidos, Austrália e Sudeste Asiático) para provar, por exemplo, que as correlações negativas entre as pontuações ESG e a volatilidade das ações mostram que empresas com pontuação ESG mais alta são, em média, menos arriscadas, e, portanto, atraem a atenção dos investidores, potencializando o seu retorno financeiro. 

Ao longo deste artigo, vai ver como publicações e estudos recentes ajudam a entender como as práticas ESG podem ter impacto no retorno financeiro das empresas e, até, contribuir para a sua sustentabilidade, a longo prazo. 

O potencial do ESG no retorno financeiro

“A questão já não é sobre ‘quando’, mas sim sobre ‘como’. Esta frase, proferida no contexto da sustentabilidade pelo Ipsos, encaixa-se também na aplicação dos critérios ESG nas empresas. 

E, se no início a abordagem das grandes gestoras de ativos globais se direcionava ao potencial de perdas das empresas que não adotavam os critérios Ambientais, Sociais e de Governança, agora, o foco está nos potenciais ganhos. 

A BlackRock, que gere 8 biliões de dólares em ativos e foi a responsável pelo boom do ESG (quando enviou uma carta para investidores reforçando esta temática), posicionou-se, recentemente, nesse sentido. 

De acordo com a revista Exame, um relatório do BlackRock Investment Institute (BII) indica que “a proteção ao meio ambiente, além de não atrapalhar em nada o desenvolvimento económico, tem o potencial de gerar ganhos avultados, na ordem de 25% ao ano.”

O mesmo documento mostra, ainda, a confirmação do que indica o estudo da Refinitiv, apontado na introdução deste artigo. Um levantamento recente do Deutsche Bank na indústria de fundos no mercado americano mostrou que, “numa média de três anos, até abril de 2021, os fundos com a temática da sustentabilidade apresentaram um retorno médio anual de 18,2%, superando a média de 15,5% de fundos sem relação com temas ESG, no mesmo período.”

O foco crescente das empresas em cada um dos elementos de ESG refletiu-se fortemente na maneira como estas são vistas pelos investidores — cada vez mais atentos à ideia de desenvolvimento sustentável.

O resultado dessa convergência não poderia ser outro: retorno financeiro, desta vez focado na injeção de capital em investimentos de impacto positivo. 

De acordo com The Nature Conservancy, citando dados da Simfund, Broadridge e GBI, “de janeiro a novembro de 2020, 288 mil milhões de dólares foram injetados em investimentos sustentáveis, por todo o mundo. O montante representa um aumento de 96% em relação ao ano de 2019”.

Impressionante, não é? Mas como poderemos perceber isso dentro da empresa? Continue a ler para perceber. 

ESG e retorno financeiro: 4 caminhos para perceber esta relação

Os dados do tópico anterior não nos deixam mentir: a relação entre ESG e o retorno financeiro existe e é inegável. 

Mas ainda podemos tornar esse entendimento mais simples. É o que faremos agora, traduzindo a ideia do retorno financeiro através de ESG em 4 frentes na empresa, inspiradas neste artigo, publicado pela McKinsey: 

  1. Crescimento de receita;
  2. Redução de custos;
  3. Maior produtividade dos funcionários
  4. Otimização de recursos

Vejamos, agora, cada uma, em detalhe. 

1. Crescimento da receita

Expandir a atuação para novos mercados, fidelizar clientes e abrir portas para o investimento público. Estas são algumas das possibilidades — comprovadas em pesquisas — de crescimento de empresas que incorporam os critérios ESG no negócio. 

De acordo com esta pesquisa, da McKinsey, 70% dos consumidores pagaria até 5% a mais por um produto se ele atendesse aos mesmos critérios que o seu concorrente, mas também apresentasse um compromisso sustentável. 

Da mesma forma, 44% das empresas já reconhecem que “oportunidades de negócio e crescimento de receita” são fatores de grande importância para o desenvolvimento de programas de sustentabilidade

2. Redução de custos

O investimento no S de ESG pode refletir-se diretamente na receita da empresa, na medida em que contribui para a redução de custos com turnover e contratação de colaboradores. De igual forma, a atenção às questões laborais e às necessidades dos funcionários e stakeholders diminui os custos processuais e de resolução de conflitos. 

Repensar processos produtivos, além de ajudar com o E de ESG, também, reduz de forma significativa os gastos operacionais. Segundo a McKinsey, estes gastos (ligados ao consumo de matérias-prima e de recursos naturais) podem refletir-se em até 60% dos lucros operacionais do negócio. 

3. Maior produtividade dos funcionários

Se já acompanha o blog da esolidar, sabe que somos defensores do envolvimento da equipa através de ações de impacto social. Isto porque entendemos o quão decisivo pode ser o alinhamento de propósitos entre funcionários e empresa para a construção de caminhos orientados para os resultados. 

Resultados esses que, inclusive, se relacionam diretamente com o bem-estar no local de trabalho! De acordo com Alex Edmans, da London Business School, no seu estudo “The Link Between Job Satisfaction and Firm Value, with Implications for Corporate Social Responsibility”, empresas que figuraram na lista das “100 Melhores Empresas para Trabalhar” da Fortune geraram retornos nas ações de 2,3% a 3,8% mais altos, por ano, do que os seus pares num período superior a 25 anos.

4. Otimização de recursos

Empresas atentas aos critérios de ESG conseguem vislumbrar oportunidades de direcionamento de recursos mais promissores e sustentáveis (como a redução da emissão de carbono, o uso de energias renováveis, a adoção de processos produtivos menos nocivos ao meio ambiente, etc.). 

Além disso, a mesma avaliação ajuda as organizações a escaparem de investimentos de baixo retorno, a curto prazo e com grande potencial de criar danos ao meio ambiente —  o que, além de gerar impacto negativo no retorno financeiro, também contribui negativamente para a reputação do negócio. 

Está pronto para começar a usar o ESG a favor do seu retorno financeiro? 

A relação entre ESG e retorno financeiro é cada vez mais evidente. Caminhamos para um futuro em que não investir em práticas sustentáveis deixará de ser uma opção para as empresas e irá tornar-se numa obrigação. 

Felizmente, os conceitos de ESG estão fortemente ligados à ideia de geração de valor partilhado, e os impactos positivos da adoção de práticas Sociais, Ambientais e de Governança ressoam tanto externa como internamente, nas organizações. 

É urgente perceber a relevância que o ESG tem no seu retorno financeiro! Da nossa parte, estamos cá para o ajudar a ser bem-sucedido.Assista gratuitamente ao nosso webinar “ESG: o mercado financeiro descobrindo valor em sustentabilidade e transparência”, em parceria com o Instituto GESC, e entenda como grandes empresas do Brasil reposicionaram-se a favor desta temática!

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