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As 5 tendências mais importantes para as organizações de Solidariedade em 2019

Conhecer as tendências mais recentes no sector da solidariedade pode trazer algumas vantagens à sua organização de solidariedade. Saber qual será a próxima ideia que vai revolucionar o sector ou perceber como deve ajustar os seus atuais métodos à forma como as pessoas estão a reagir, pode ajudá-lo a potenciar a sua causa, criar mais impacto e obter mais fundos.

Aqui estão cinco das principais tendências que as organizações de solidariedade devem seguir, em 2019:

1. Focar na Geração Z

Depois de muitos anos de olhos postos nos Millennials, chegou agora o momento de começarmos a analisar a geração seguinte. A geração Z ou iGen (pessoas nascidas depois de 1996) estão a terminar os seus estudos e a entrar no mercado de trabalho.

As organizações de solidariedade devem começar a compreender qual a melhor forma de comunicar com estes jovens, já que esta é a primeira geração que cresceu online e teve acesso permanente a uma vasta quantidade de informação. Para melhor comunicarem com este público, as organizações de solidariedade devem utilizar comunicações simples e concisas, com forte apoio a recursos visuais, como fotos ou vídeos, que repliquem as aplicações e websites preferidos desta geração.

De acordo com o Global Trends in Giving Report, os membros da Gen Z preferem apoiar causas relacionadas com jovens, animais ou serviços humanos e adoram fazer voluntariado.

2. As Doações Recorrentes estão a Aumentar

Uma tendência que pode realmente ajudar as organizações de solidariedade a obterem estabilidade financeira a longo prazo é ter doadores a contribuir de forma regular.

De acordo com um relatório da Classy, ​​os doadores recorrentes são 42% mais valiosos do que os angariadores de fundos, e uns impressionáveis 440% mais valiosos do que aqueles que doam apenas uma única vez. A maioria das pessoas prefere doar um valor mensal ou anual pré-definido, mas é possível fazerem donativos quantas vezes desejarem. A generalidade das organizações tem, também, dificuldade em conseguir que quem faz um donativo uma única vez, passe a fazê-lo com mais frequência ou que novos doadores contribuam de forma regular. É assim importante ter um programa de donativos recorrentes que seja fácil de subscrever e versátil tanto para doadores mais abastados como para aqueles que apenas fazem pequenas contribuições.

Este tipo de doação pode ter um grande impacto no bem-estar financeiro das organizações de solidariedade, já que fornece um fluxo constante de rendimentos que lhes permite financiar as suas operações e lhes dá estabilidade suficiente para se poderem concentrar no crescimento da organização e na sua missão. Geralmente, quem faz donativos regularmente, doa mais e por um período mais extenso de tempo. Os donativos recorrentes são, ainda, uma ótima maneira de envolver a comunidade com a causa, ao longo do ano.

3. A Transparência e o impacto são importantes

Quando se fala em doações de dinheiro, a transparência deve ser uma prioridade para todas as organizações de solidariedade e Organizações Não Governamentais. É cada vez mais notória a desconfiança em relação às organizações. Quem doa quer saber o destino dos seus donativos e se efetivamente estão a gerar um verdadeiro impacto.

De acordo com a Charities Aid Foundation, 70% de potenciais doadores indicaram estar mais predispostas a dar a organizações de solidariedade se souberem como o dinheiro doado está a ajudar. Para ganhar a confiança do público, as organizações de solidariedade devem ser mais transparentes e partilhar informações sobre a forma como estão a gastar o seu financiamento. Existem muitas formas de o conseguir, como criar uma página no site da organização para mostrar o impacto social gerado, convidar os doadores a visitar a localização onde o programa está a decorrer, publicar relatórios de impacto regulares ou incluí-los nos relatórios anuais.

O público está à procura de autenticidade, quer interagir com o conteúdo e ver o que está a acontecer nos bastidores. Para melhorar este aspeto, as organizações podem usar as redes sociais e criar vídeos no Facebook Live ou no Instagram Stories, mostrando um lado mais humanizado e acessível, enquanto estimulam o relacionamento com os seus seguidores e criam um sentimento de comunidade. Algumas empresas filantrópicas estão, também, a adotar a tecnologia Blockchain para superar os problemas relacionados com a falta de transparência e de responsabilidade no setor.

4. Integração com Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial (IA) é a tendência tecnológica do momento e as organizações sem fins lucrativos devem começar a incorporá-la nos seus esforços de angariação de fundos.

Esta tecnologia permite que o computador tome decisões que normalmente exigiriam inteligência humana e é uma forma de automação que pode ajudar quem angaria fundos a ser mais eficiente e eficaz nas suas ações.

Com esta colaboração entre humanos e máquinas é possível a personalização em massa e a possibilidade de responder de forma muito mais rápida, o que é ideal num mundo em célere evolução e onde as pessoas esperam obter uma resposta quase de imediato. As organizações de solidariedade podem criar chatbots adaptados às suas necessidades e oferecer comunicação personalizada, 24 horas por dia e 7 dias por semana, a doadores e interessados em doar. Os chatbots podem lidar com tarefas mais simples como registos ou donativos de novos membros, deixando os angariadores de fundos com mais tempo para se concentrarem no crescimento da organização e abordarem outras questões importantes.

Além disso, a IA pode ajudar as organizações de solidariedade a beneficiar dos dados recolhidos, encontrar padrões e analisar o comportamento dos doadores para poderem oferecer uma comunicação personalizada, em tempo real, aos seus clientes.

5. Crowdfunding

Nas campanhas de crowdfunding os projetos são financiados através de pequenos donativos ou investimentos vindos de um grande grupo de pessoas e, normalmente, começam com um pedido online para ajudar uma causa ou campanha a atingir um valor pré-determinado.

As campanhas de crowdfunding estão a crescer em popularidade em todo o mundo e são uma ótima maneira de angariar fundos, tanto para causas individuais como para empresas e organizações de solidariedade. De acordo com o Giving Trends Report, 41% das pessoas que fazem donativos a organizações de solidariedade, doam também para campanhas online de crowdfunding que beneficiam causas individuais. Como resultado desta preferência, 16% dos doadores dizem que dão menos dinheiro às organizações.

Esta é uma ótima oportunidade para as instituições de solidariedade se concentrarem no crowdfunding e angariarem dinheiro através de campanhas mais pequenas e com metas tangíveis. Esta ferramenta permite apresentar a causa a um público novo e desenvolver daí uma rede de doadores.

As organizações mais pequenas e as causas menos conhecidas que utilizam o crowdfunding para angariar recursos, conseguem ainda obter exposição e os fundos necessários – o que de outra forma seria difícil de alcançar. Quem contribui, também consegue doar de forma direta a uma variedade mais ampla de causas, dispersas por todo o mundo.

Na eSolidar, as empresas podem criar campanhas de crowdfunding e angariar fundos para causas sociais. Brevemente esta ferramenta estará também disponível para organizações de solidariedade e ONGs.

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