Ajudar previne doenças e aumenta a esperança média de vida

Existem provas científicas em como ajudar os outros previne doenças e pode, inclusive, aumentar a esperança média de vida.

1. Ao ajudar os outros estamos a ajudar-nos a nós próprios.

A BMC Public Health (Reino Unido) publicou em 2013 a análise de mais de 40 estudos científicos, apresentando dados que comprovam que ajudar os outros regularmente faz bem à saúde e promove o bem-estar.

É-nos ensinado, desde pequeninos, que ajudar os outros é um ato altruísta. Altruísta é um adjetivo que define um indivíduo que se dedica aos outros. O altruísmo também é visto como sinónimo de filantropia e solidariedade. O termo altruísmo foi criado por Auguste Comte para designar uma atitude solidária oposta ao egoísmo. Ainda assim, faz sentido dizer que, ao ajudarmos os outros, estamos a ajudarmo-nos a nós mesmos, melhorando a nossa autoestima e autoconceito.

Uma das melhores formas de nos sentirmos bem é fazer as outras pessoas se sentirem bem. Quando praticamos o bem e fazemos outra pessoa feliz, essa felicidade contagia-nos de tal forma que também nós mesmos passamos a nos sentir melhor. Praticar o bem tem um efeito reflexo muito positivo.

2. Ajudar os outros regularmente aumenta a esperança média de vida.

Os estudos analisados pela BMC Public Health sugerem que ajudar os outros regularmente – seja em regime de voluntariado ou através de ações do dia-a-dia como dar apoio a um vizinho idoso, por exemplo – traduz-se num aumento da esperança de vida. Existem, inclusive, dados que apontam para taxas de mortalidade precoce 22% mais baixas comparativamente a quem não tem este hábito. A esperança de vida no nascimento é também um indicador de qualidade de vida de um país, região ou localidade.

3. Pessoas que fazem voluntariado são mais felizes e saudáveis.

A análise realizada pela BMC Public Health também afirma que as pessoas que fazem voluntariado regularmente (cerca de 2 horas por semana ao longo de um ano) sentem-se mais satisfeitas com a sua vida em geral e são menos propensas a depressões do que aquelas que não praticam voluntariado.

Segundo um estudo da JAMA Pediatrics, publicação da American Medical Association, verificou-se uma redução nos níveis de colesterol de um grupo de jovens estudantes de liceu que fez trabalho de voluntariado, uma vez por semana, com crianças. Esta redução foi verificada após apenas 2 meses de voluntariado.

4. Ajudar os outros combate a solidão e o isolamento.

Ajudar os outros implica socializar, o que previne/combate a solidão e o isolamento. Um dos estudos revistos apurou que a solidão, tal como o tabagismo, é um fator de risco para hipertensão, ataque cardíaco, AVC e demência. Ajudar promove a coesão social e reduz a fobia social, pelo que é aconselhado, em Psicoterapia de carácter cognitivo-comportamental, nos casos de fobia social.

5.Ajudar os outros reduz níveis de ansiedade e depressão.

No âmbito de um estudo da Universidade de Harvard, um grupo de pessoas com esclerose múltipla deu apoio emocional a outros portadores da doença e, decorridas seis semanas, verificou-se uma redução nos seus níveis de ansiedade e depressão.

6. Quantas mais pessoas ajudarmos, melhor nos sentiremos.

Um estudo levado a cabo pela Universidade da Califórnia concluiu que os benefícios que advêm do ato de ajudar os outros têm um efeito cumulativo, ou seja, quanto mais boas ações fizermos, mais pessoas nos responderão positivamente e sentir-nos-emos cada vez melhor.

É importante lembrar que todos estes benefícios decorrem do prazer/satisfação proporcionado pelo facto de se ajudar os outros. Uma pesquisa conduzida pela University of Exeter Medical School frisa que quando o voluntariado leva a que a pessoa não tenha tempo para si própria ou para a sua família, transformando-se num fardo, vai ter repercussões negativas na sua saúde física e emocional.

Encontre um lugar onde sente que fará toda a diferença, prevenindo doenças e, simultaneamente, aumentando a sua esperança de vida através de: www.esolidar.com

A eSolidar é o lugar que reúne quem precisa de ajuda e quem quer ajudar.

Texto organizado a partir de artigo redigido pela CUF.